sábado, 27 de março de 2010

Raiva emburrece


Também disponível em MP3.

Programa de 11/Março/2010. Neste vídeo Padre Fábio de Melo fala sobre a raiva, dizendo que ela nos emburrece, pois quando nos deixamos tomar por ela, tomamos decisões e dizemos coisas que magoam as pessoas, e que certamente não faríamos se estivéssemos sem raiva. Padre Fábio alerta que nos dias de hoje nos entregamos mais facilmente à raiva pelo fato de estarmos muito estressados, devido ao nosso ritmo de vida; e o pior é que muitas vezes colocamos as crianças em situações semelhantes, enchendo-as de atividades e deixando-as cansadas, os pais precisam ter cuidado com isto.

Este é o texto lido por Pe. Fábio no início do vídeo:

Alguns escritos orientais dizem que uma pessoa evoluída conserva sua raiva por um minuto; uma pessoa comum conserva-a por meia hora e uma pessoa ainda não evoluída conserva sua raiva por um dia e uma noite. Mas uma pessoa cheia de mágoas lembra-se de sua raiva até morrer.

É humano sentir raiva, faz parte da vida, mas devemos esquecê-la rapidamente. Não devemos alimentá-la nos lembrando dela, nem remoendo acontecimentos passados, porque a raiva causa uma grande inquietude interior.

Somos as primeiras vítimas da raiva que sentimos. Ela nos queima por dentro, tirando nossa paz; obscurece nossos pensamentos, distorce nossas percepções.

A raiva acumulada, guardada um pouco aqui e ali, nos prejudica muito e nos afasta de Deus, de nossa verdadeira essência, de nossa bondade e compaixão.

As pessoas pensam que alguém ou algo lhes provoca raiva, mas essa raiva já existe dentro delas, é criada e mantida por elas. Se você sente raiva, não pode culpar a ninguém a não ser você mesmo.

Seis tipos de pessoas são tristes: Aquelas que têm inveja dos outros, Aquelas que odeiam os outros, Aquelas que estão descontentes, Aquelas que vivem da fortuna dos outros, Aquelas que são desconfiadas, e Aquelas que têm raiva.

Verdadeiramente, é a raiva que produz as outras cinco condições que causam a tristeza. E esta raiva assume muitas formas, muitas facetas como: aflição, ressentimento, contrariedade, mau humor, aspereza, animosidade, explosões de raiva, ira, rancor, crises de choro e soluço. Muitas vezes, as lágrimas não são sinais de fraqueza, mas a força da raiva.

A raiva envenena corpo e mente. Ataques de raiva e de mau humor produzem danos sérios nas células do cérebro, envenenam o sangue, causam insônia, depressão e pânico; suprimem a secreção dos sucos gástricos e da bílis nos canais digestivos, criando gastrites e úlceras, esgotam a energia e vitalidade, causam problemas cardíacos, provocam velhice prematura e encurtam a vida. Quando você se zanga sua mente fica perturbada e isto reflete em seu corpo que sente distúrbios. Todo o sistema nervoso se agita e você se enerva, perdendo a harmonia, a eficiência de agir, o vigor e o entusiasmo. A raiva é uma energia poderosa que precisa ser dissolvida para que você possa ser mais livre e saudável.

Colocar a raiva para fora apenas agrava esta emoção negativa e a faz crescer ainda mais. Se deixarmos isto sem controle, expressando nossa raiva cada vez mais, ela não vai se reduzir e sim aumentar, gerando mais dor e inquietude para nós.

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